Por endrigo_
14/01/2008
"..."
"sim, fui eu quem escreveu"
"..."
"quase duas mil... pouco mais de cinco anos."
"..."
"no entendi. o que voc quis dizer?"
"..."
"assim parece? que seja, por que no?"
"..."
"tenho dito, repetidas vezes, a quem quiser ouvir, que uma vez
escritas, j no me pertencem; uma vez lidas, pertencem a quem as l."
"..."
"voc me parece um tanto provocativa, mas sim, no me eximo de qualquer responsabilidade. eu escrevo, mas no detenho o sentido, como
poderia faz-lo?"
"..."
"no existe um porqu, definido, para mim. de um modo bastante
primitivo, eu poderia dizer que fao pois preciso faz-lo; fao, pois
sou inclinado a isso; fao, pois a importncia disto pesa muito em
minhas aes."
"..."
"eu no diria isso. eu observo, a minha prtica mais evidente. o que tento desenvolver como uma determinada ao se manifesta e como ela
poderia se manifestar. ou melhor: parece-me que uma determinada ao
se manifesta de muitas manerias a um s tempo. eu tento reunir estes
pedaos soltos, espalhados. tento juntar tantas manifestaes que posso da
mesma ao."
"..."
"a senhora muito gentil."
"..."
"oh, desculpe-me, o senhor..."
"..."
"sim, imaginei, perdoe-me, foi um equvoco."
"..."
"na realidade, no ouo a sua voz, nem sei de onde vem."
"..."
"no ouo, fato, nunca ouvi, desde o incio desta conversa..."